domingo, 7 de julho de 2013

(quase) manifesto pela felicidade

 















A última edição da revista Time escolheu debruçar-se sobre um tema que tem intrigado a humanidade ao longo de milénios: a busca pela felicidade.
 
Em verdade, se perguntássemos a todos os milhões e milhões de seres humanos que habitam a face da terra qual o seu objetivo de vida, o resultado seria certamente um vasto manancial de respostas que iria desde o ser rico ao ser saudável, passando pelo viajar e conhecer o mundo inteiro, ter um emprego de sonho, ajudar a humanidade, ter muitos filhos, ter um ou vários cãezinhos e uma casa com uma cerca branca, envelhecer ao lado da pessoa que amamos ou até mesmo ir para o céu.
 
Só que tudo isto, dependendo dos diferentes pontos de vista, poderá resumir-se ao entendimento daquilo a que cada um de nós considera como felicidade. E o que é certo é que andamos todos à procura disso, mas por vezes não admitimos. E é para isso que deveriam servir os Estados e os governos, e os serviços públicos, e as empresas... e tudo neste mundo. Para dar aos seres humanos o que eles mais desejam e sonham: encontrar a felicidade.
 
É na base deste princípio que as pessoas procuram realizar atividades lúdicas e culturais, viagens, exercício físico, uns dias de férias ou simplesmente um bom descanso.
 
Em termos mais materiais - porque os espirituais serão mais difíceis de definir, uma vez que dependerão das crenças de cada um de nós, embora assumam também extrema relevância - importa enfatizar nesta sede a qualidade de vida, enquanto parte essencial da felicidade humana. E para tal entendemos sempre que será necessário um emprego que possa proporcionar ao trabalhador a oportunidade de descansar e recuperar forças em condições que lhe permitam regressar às suas funções com ainda mais energia do que antes. E é talvez por isso que a última edição da Time recorda que a maioria dos auto-empregos fazem dos trabalhadores pessoas mais felizes. O que não significa que só os auto-empregos tragam felicidade. E há até muitos que dão para o torto.
 
Não fazemos tenções de deixar aqui um manifesto pela felicidade... mas até poderíamos fazê-lo. Fica para uma próxima oportunidade. A ideia foi apenas chamar a atenção para um tema que, ao que parece, tem sido bastante esquecido pela maioria dos seres alienados que andam aí pelo mundo...
 
A verdade é que todos queremos ser felizes! Juntemos, por isso, esforços para trilhar esse caminho. Governos, entidades públicas e empresas privadas, associações, cidadãos individualmente considerados...
 
Existe realmente uma grande dúvida: será possível que cada um de nós seja feliz, sem que isso implique a infelicidade de outros? Ou teremos de nos contentar com uma felicidade mitigada, a meio-caminho, porque do outro lado estão os outros?
 
É tarefa essencial desta geração, ao fim de milénios de história, procurar encontrar a resposta positiva e favorável à felicidade da humanidade?
 
E porque não? Aqui fica um quase manifesto pela felicidade!

Venham outros!!! :)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

a garrafa de gelo

 
E se neste verão bebêssemos o nosso refrigerante favorito numa garrafa totalmente feita de gelo...?
 
É uma ideia completamente inovadora da Coca-Cola da Colômbia. Simples, amiga do ambiente e absolutamente refrescante!!!
 
As garrafas são em tudo semelhantes aos tradicionais e velhinhos modelos da marca, mas agora poderão ser deixadas na areia ou em qualquer outro local ao ar livre, sem causar qualquer tipo de poluição.
 
Mas como é que isto tudo funciona?
 
A água microfiltrada é derramada em moldes de silicone e congelada a -25ºC. Depois, são  preenchidos os moldes com a bebida. No fim, é colocada uma  banda de borracha com o logótipo da Coca-Cola, que pode ser utilizada pelos consumidores como pulseira ou reciclada.
 
Uma surpresa eco-friendly e que vai, certamente, expandir-se pelo resto do mundo.
 
Por cá, há quem diga que este verão será o mais fresco dos últimos 200 anos. Mas por agora (até politicamente), o ambiente tem andado bem quente.
 
Ficamos assim, ansiosamente, à espera que as garrafas invadam as nossas praias!!!

sábado, 29 de junho de 2013

as artes também têm festivais!

Enquanto junho se despede de 2013, Alicia Keys enche a MEO Arena e Tony Carreira encerra o trânsito no Terreiro do Paço para o Mega Pic-nic, um pouco mais a norte avizinha-se uma iniciativa que desde há uns anos tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos e muito tem contribuído para a melhoria do cartaz cultural da cidade de Coimbra.

O Festival das Artes prepara a sua 5.ª edição e promete animar o mês de julho, com artes plásticas, música, cinema, gastronomia, artes de palco e até serviço educativo. A iniciativa é da Quinta das Lágrimas, com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra, Fundação EDP, CGD e Direção Regional de Cultura do Centro.

O tema deste ano é a "Natureza". Uma semana a não perder, entre 16 e 23 de julho.

Aproveitem um pouco para viver o coimbrinha style!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

tornar a crise em oportunidades

 
É um caminho que muitos portugueses (jovens e velhos) estão a trilhar. Desde casamentos low cost, a merciarias online que vendem para emigrantes, passando por plantações agrícolas subsidiadas a 100%. E muito mais...
 
A revista Sábado lançou esta semana uma reportagem que vale a pena folhear, em que apresenta apenas alguns dos novos negócios que estão a ganhar com a crise.
 
Foi assim que começaram os descobrimentos. Fecharam a Idade Média, do feudalismo, das carestias e da peste, para abrir em Portugal um período de riqueza e prosperidade.
 
Porque todos os dias vemos empresas e cidadãos que apresentam projetos e resultados positivos, vale a pena dar valor e enfatizar o Portugal que dá certo!!!

terça-feira, 25 de junho de 2013

capital europeia do sol


A mais recente edição da revista internacional Monocle colocou Lisboa no topo das capitais mais soalheiras da Europa. São ao todo 3023 horas de sol por ano!!! Uma maravilha! À frente da vizinha Madrid (2910 h/ano) e da mais longínqua Viena (2204 h/ano), embora seja de estranhar que Atenas não seja mencionada... Talvez porque em índices de qualidade de vida e de bem-estar Atenas não esteja, atualmente, em condições de sequer se apresentar como candidata.
 
Em todo o caso, com ou sem Atenas, a verdade é que todas as antenas dos sunseekers começam, cada vez mais, a apontar para a velha Lisboa. E os confrontos populares e armados além fronteiras têm vindo a dar uma ajudinha preciosa ao turismo e ao comércio nacional. Istambul foi a última grande cidade a ceder terreno para a capital portuguesa. A pérola do Bósforo tem vivido tempos conflituosos difíceis de conciliar com as visitas de viajantes estrangeiros.
 
A Convenção do Rotary International é a mais recente conquista lisboeta no que toca a organização de eventos. Com mais de 25.000 inscritos provenientes de cerca de 160 países, este acontecimento provocou uma tremenda enchente nos hotéis da cidade e, certamente, também nos restaurantes e lojas dos locais mais apetecíveis da capital.
 
Na realidade, os grandes eventos não são a solução para os problemas económicos, mas acabam por dar uma pequena ajuda, que deve ser aproveitada. O exemplo mais claro é o caso do Brasil. A pouco tempo de receber as Jornadas Mundiais da Juventude, o Campeonato do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos, depara-se com um descontentamento social generalizado de um povo que, após as conquistas dos últimos anos, assume que não basta gastar - ou investir (depende das perspetivas) - em grandes eventos para fazer um país avançar. Do outro lado, Aécio Neves, o novo presidente do partido da oposição - o PSDB de Fernando Henrique Cardoso e José Serra - abandonou os discurso batido da esperança, para passar a utilizar outro termo, que há muito tinha sido abandonado, mas que talvez agora comece a fazer sentido: a "utopia".
 
Mas longe dessas questões, voltando à nossa realidade - e à lista da Monocle das 25 cidades com melhor qualidade de vida -, valerá a pena pensarmos quais as razões pelas quais Lisboa não entra nessa elite. Recordando que, aqui mesmo ao lado, Madrid ocupa a 18.ª posição (subiu duas face a 2012) e Barcelona a 21.ª (manteve), porque será que Lisboa - a capital europeia do sol, repleta de cafés e esplanadas, refletida no Tejo e a tão poucos minutos das ondas do oceano, sem demasiados habitantes - está ainda tão longe dos primeiros lugares - 1.º Copenhaga, 2.º Melbourne e 3.º Helsínquia?
 
Aqui vão os critérios de ponderação:
- população;
- n.º de voos internacionais;
- horas de sol;
- temperaturas;
- tolerância;
- taxa de desemprego;
- pontos de carga para carros elétricos;
- cultura (museus, cinemas e teatros);
- livrarias;
- espaços verdes;
- futuras iniciativas de desenvolvimento;
- street life (cafés e comércio para um passeio ao ar livre);
- jantar ao domingo (restaurantes e supermercados abertos).
 
Dá para entender os motivos pelos quais não estamos nem nos 25 primeiros. É que até podemos ser campeões em alguns indicadores, mas ainda falta a Lisboa muito trabalho - e sério! - para roubar os lugares a Düsseldorf (25.º), São Francisco (24.º), Portland (23.º) ou Amesterdão (num intrigante 22.º lugar). Cumpre salientar que, curiosamente, as cidades italianas também não convenceram o júri.
 
Torna-se, assim, fundamental olhar para o que de melhor se faz no mundo no âmbito da promoção da qualidade de vida e da regeneração urbana. Mas não nos poderemos limitar apenas a copiar o que os outros fazem, como já tem vindo a tornar num hábito recorrente por terras lusas. Sem esquecer as nossas características, as nossas especificidades e as nossas qualidades - que são muitas -, é nossa obrigação fazer ainda melhor que os outros.
 
Embora saibamos que é possível conquistarmos um lugar no Top 25, fica a certeza de que ainda é preciso bastante trabalho para aprimorar este tão peculiar alfacinha style!